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29.01.10 Crônica de um problema anunciado

O que se esperava aconteceu. Traficantes das favelas da Zona Sul do Rio, onde o governo concentra suas ações policiais por saber que será aquinhoado com os holofotes da mídia, estão migrando não só para morros do subúrbio, o Complexo do Alemão é um exemplo, como para as cidades da Baixada Fluminense e do interior do estado.
A isso se chama despir um santo para vestir outro. Ninguém é contra melhorar o policiamento da Zona Sul, área turística que precisa mesmo de segurança, mas isso não pode ser feito punindo as áreas mais carentes da cidade, onde vivem cidadãos pacatos, trabalhadores, e suas famílias.
A política do tiro e da pancada adotada pelo governador Sérgio Cabralsó vem tornando o Rio uma cidade cada vez mais partida. Para a Secretaria de Segurança Pública, à Zona Sul tudo, aos bairros além Túnel Rebouças nada, só violência, criminalidade, falta de policiamento, abandono.
Se a polícia sabe para de onde os traficantes estão saindo e para onde estão indo se esconder, o que falta para que ações bem planejadas sejam realizadas no intuito de prender esses marginais? De que adiantam os policiais tomarem conhecimento dessa movimentação se nada é feito para impedir?
O que a segurança pública do Rio de Janeiro precisa é de comando. De um governador atuante, que cobre resultados, que saiba escolher seus auxiliares, colocando nos postos chaves gente competente e comprometida com o bem estar da população. Segurança pública é coisa séria, não pode ser explorada eleitoralmente.
Enquanto tivermos um governador itinerante, que sequer fica no estado o tempo suficiente para tomar conhecimento de seus problemas, dificilmente conseguiremos ver por aqui uma política de segurança pública eficiente. Continuaremos assistindo a essa maquiagem que agrada à mídia mas deixa desprotegida a população.

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