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25.01.10 Rio clama por pequenas ações da Prefeitura

Mesmo numa cidade de grande porte como o Rio, futura sede dos Jogos Olímpicos, onde grandes obras são sempre necessárias, o prefeito não pode abdicar da função de síndico, pois é nas ações corriqueiras que contribui para o bem estar da população. Varrer as ruas, limpar bueiros,  manter as vias em bom estado, conservar  e ampliar a iluminação pública não são tarefas menores, muito pelo contrário, são fundamentais para a vida da metrópole. No Rio de hoje só se fala em obras de grande porte, como a revitalização do porto, a expansão do metrô, o corredor T-5. É claro que elas são fundamentais, não há dúvidas de que devem ser feitas, até porque constam das obrigações assumidas pelo país com o Comitê Olímpico Internacional.

Mas há ações importantes que não dependem de tantos investimentos que estão sendo relegadas a segundo plano. A prefeitura não preparou a cidade para as chuvas de verão, apesar de contar com um orçamento de R$ 114 milhões. O resultado foram grandes enchentes e engarrafamentos por pura falta de planejamento e de iniciativas, já que dinheiro havia para gastar.

Qualquer carioca sente no dia a dia a situação crítica das nossas ruas e avenidas. A própria prefeitura reconhece que 98% delas estão com o asfalto em péssimo estado. Ora, governos passados já resolveram esse problema – que é cíclico – fazendo as operações tapa-buraco, de
preferência à noite ou de madrugada para não atrapalhar o trânsito caótico durante o dia.

E numa cidade onde os problemas de segurança são gravíssimos, não é admissível que tenhamos 36 mil postes com lâmpadas queimadas e a Rio Luz não tenha gastado um centavo sequer de seu orçamento de R$ 10 milhões do ano passado comprando lâmpadas novas e iluminando ruas e praças, hoje às escuras.


 

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